domingo, 11 de março de 2012


Um Poema da querida Poetisa:

**Florbela Espanca**



A Mulher


Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!


segunda-feira, 5 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Para todas as Guerreiras do Mundo.




Quanta coisa emana de ti…

Tens Sete Sentidos, Sete chaves de poder, Mulher!

Mulher Poderosa, Mulher frágil, mas sobretudo Mulher...

Que chora e que ri, Mulher que sonha...

Mulher Beleza Única, Viva, Cheia de mistérios e encanto!

Tu que Dás e Recebes, com a mesma Humildade.

Que Incentivas, Repreendes, não importa…

Serás sempre uma Rainha, uma Sedutora…

Mulher que se entrega e rende a um amor.

Teus lábios, Doces lábios…

Quanta coisa Emana de TI, doce MULHER.

Amor...carinho...ternura...

Santa ou Pecadora, Ingénua ou Sedutora!

És assim, quase perfeita!

És a Perfeita dádiva do Criador...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CONSERVEM SEUS AMIGOS!






O Tempo passa.


A vida acontece.

A distância separa.

As crianças crescem.

Os empregos vão e vêem.

O amor fica mais frouxo.

As pessoas não fazem o que deveriam fazer.

O coração se rompe.

Os pais morrem.

Os colegas esquecem os favores.

As carreiras terminam.

Mas..... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilómetros estejam entre vocês. Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo a seu favor e esperando você de braços abertos;

Abençoando sua vida!

Todos nós, quando iniciamos esta aventura chamada vida, não

sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante,

nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros!!!



Moral da história: A amizade não se resume só em horas boas,

alegria e festa. Amigo é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou alegres.



PERDOE AS DESAVENÇAS QUANDO HOUVER,

SEJA FELIZ AO LADO DELES PORQUE O VALOR QUE ELES TÊM NÃO
 
TEM PREÇO!!!.................

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vamos ver como nós encaramos o que nos rodeia, tanto o trabalho como a nossa própria vida

Esteja aberto para aprender novos valores.

Corra atrás dos seus objectivos.
Como você sabe, as respostas não caem do céu. E com você não será diferente.

Ignore os mexericos.
Deixe que os outros falem o que quiserem de você afinal, quem é que paga suas contas mesmo?

Não viva em função do dinheiro.
Pessoas mesquinhas são mais solitárias e, aprisionadas pela ânsia de poupar, acabam não vivendo a vida como poderiam e deveriam.

Trace metas.
Tanto a longo quanto a curto prazo. Assim, você sabe exactamente onde quer chegar. E sempre que atingir uma delas, terá a deliciosa sensação de dever cumprido.

Não fale mal dos outros.
Além de feio, não leva a nada nem a lugar nenhum. Ainda pode fazer com que você caia em sua própria cilada.

Cuide da sua saúde.
Alimente-se de maneira equilibrada, faça exames médicos regulares, pratique alguma actividade física. Tais atitudes podem garantir uma vida mais longa e saudável.

Mostre os sentimentos.
Sejam eles bons ou ruins. Está comprovado que engolir sapos por muito tempo pode desencadear males físicos, como úlcera e gastrite.

Coma chocolate.
Sem exageros, é claro. Esse alimento faz com que o organismo aumente a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade, prazer e bem-estar.

Seja positivo.
Um estudo sobre longevidade revelou que encarar a rotina de maneira optimista rejuvenece e garante mais anos de vida.

Faça bem feito e com boa vontade.
A sensação de terminar o dia com o dever cumprido é mais gratificante.

Invista em qualidade de vida.
De nada adianta trabalhar 15 horas por dia se você vive irritado e mal consegue se relacionar com a família e os amigos próximos.


Relaxe.
Grande parte das situações que te fazem arrancar os cabelos amanhã serão motivo de piada. Na pior das hipóteses, servirão de exemplo para que outros não caiam na mesma armadilha.

Afaste seus medos.
Lembre-se: você só pode perder aquilo que realmente tem.

Viva o presente.
Remoer fatos do passado ou tentar prever o futuro só vai fazer com que as dificuldades do presente cresçam e se acumulem.

Aceite que tudo possui um limite.
O dia nunca terá 25 horas, nem passará mais devagar só porque você está com pressa.

 Ame a si mesmo.
Elevar a auto-estima é o primeiro passo para que os outros também tenham uma imagem positiva de você.

Valorize-se.
Não há nada de errado em considerar-se bom naquilo que faz, desde que realmente não seja  pisar em alguém.

Informe-se.
A leitura serve de alimento para o espírito. Piegas, mas é a pura verdade. Sem contar que você terá assunto para conversar…

Hobby.
Bordar, desenhar, praticar alguma actividade física, costurar ou escrever (mesmo que, a princípio, suas palavras não façam sentido para os outros) funcionam como uma terapia.

Seja solidário.
Faça algo que colabore para o bem comum e lute para que a comunidade seja beneficiada.

Tenha fé.
As pessoas que acreditam em uma força superior suportam melhor os momentos mais difíceis com serenidade.

Tenha um bichinho de estimação.
Trata-se de uma óptima maneira de aprender a cuidar de um outro ser vivo.

Pratique o bem.
Aja, pense e fale apenas o que for construtivo. Afinal, já diz o ditado: cada um colhe o que planta.

Passe mais tempo com seus filhos.
Sempre que possível, reserve um tempinho para as crianças

Faça uma auto análise.
Ainda mais se você anda intolerante com o próximo. Acabará descobrindo que a implicância, muitas vezes, não tem a menor razão de existir.

Reserve um tempo só para você.
Durante esse período, faça apenas o que tiver vontade. Pode até parecer infantil, mas funciona como um verdadeiro banho na alma.

Cultive o bom humor.
Convenhamos: ninguém aguenta passar muito tempo perto de quem vive de cara amarrada.

Siga seus valores.
Só faça aquilo que considera correto e que não vá lhe causar arrependimento.

Aposte em você.
Olhe para o espelho e repita: “Sou capaz de alcançar tudo o que desejo”. O poder das palavras lhe dará força extra para buscar seus objectivos.

Agradeça tudo aquilo que tem.
Agradeça estar viva e conseguir realizar todas as suas tarefas, a Deus.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Súplica



Olha pra mim, amor, olha pra mim!
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente! ...
Vem para mim,amor...Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...

De: Florbela Espanca















O meu selinho de umas Boas festas, para todos Vós.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

We Will Survive: Igudesman & Joo + Kremer & Kremerata

É linda esta música e eu adoro estes extraordinários músicos**Igudesman e Joo**e claro a Orquesta de Câmara Kremerata Báltica e o tão afamado Violinista **Gidon Kremer**
Espero que gostem!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

É dia de S. Martinho

É a festa das castanhas
Com o frio a chegar

A natureza está-se a transformar
Os ouriços a abrir
Para as castanhas apanhar.




A lenda de São Martinho.

A lenda diz que num dia de chuva e frio do mês de outubro, um soldado de Sabária que servira nas legiões romanas em fim de missão regressava à sua terra natal em França.
Quando atravessava as montanhas dos Alpes encontrou um mendigo esfomeado, mal agasalhado e gelado de frio que lhe estendeu a mão lhe pedindo esmola.
São Martinho não tendo nada para lhe dar em esmola desceu do seu cavalo, retirou o seu manto vermelho que lhe servia de protecção contra a chuva e o frio . De um golpe de espada cortou pelo meio o manto e deu uma das metades ao mendigo.
Imediatamente a chuva parou de cair , as nuvens afastaram-se e o sol apareceu como por milagre , radioso e quente como num dia de verão.
Seria Deus que lhe teria enviado esse tempo magnifico em recompensa da sua bondade.

Que tenham um óptimo dia de S. MARTINHO.







terça-feira, 25 de outubro de 2011

O significado da **Abóbora no Dia das bruxas**...



O costume surgiu com os irlandeses. Dizia a lenda que um homem chamado Jack,após a morte, foi proibido de entrar no paraíso porque enquanto esteve na terra foi pão-duro. Já as portas do inferno foram fechadas porque fez o diabo de bobo, escavando, no interior do tronco de uma árvore, uma cruz. O demônio ficou aprisionado lá dentro até jurar que nunca mais iria provocá-lo com tentações.

Sem ter para onde ir Jack foi condenado a andar na escuridão até o juízo final. Então, ele implorou a Satã que acendesse brasas para iluminar seu caminho. O diabo deu-lhe um pequeno pedaço de carvão incandescente.

Para proteger a luz, o irlandês colocou o carvão dentro do buraco de um nabo.

Surgiu assim o "Jack o'Lantern" (Jack da Lanterna) como é conhecido.

A idéia de usar um nabo surgiu com os Celtas, povo que se espalhou pela Europa entre 2 000 e 100 a.C. Um dos símbolos do seu folclore era um grande nabo com uma vela espetada.

Quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontraram pouquíssimos nabos nos campos. Mas havia abóboras em abundância. Os imigrantes fizeram a substituição.

Fonte:
http://mitos.cultodavida.com/view/o-significado-da-abobora-na-noite-das-bruxas.html

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Se vocês quiserem saber quase tudo sobre esta Grande Poetisa e Mulher, é só lerem a sua biografia:

Biografia de: Florbela Espanca


Nasceu no Alentejo, em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894.
Filha ilegítima de uma "criada de servir" falecida muito nova, alegadamente de "nevrose", foi registada como filha de pai incógnito, marca social ignominiosa que haveria de a marcar profundamente, apesar de curiosamente ter sido educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se ainda que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa a perfilhou, por altura da inauguração do seu busto em Évora, debaixo de cerrada insistência de um grupo de florbelianos.

Estudou em Évora, onde concluiu o curso dos liceus em 1917. Mais tarde vai estudar para Lisboa, frequentando a Faculdade de Direito. Colaborou no Notícias de Évora e, embora esporádicamente, na Seara Nova. Foi, com Irene Lisboa, percursora do movimento de emancipação da mulher.

Os seus três casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas em geral e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem a ligavam fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra.

Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos. O seu suicídio foi socialmente manipulado e, oficialmente, apresentada como causa da morte, um «edema pulmonar».

Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional, escreveu os seus versos com uma perturbação ardente, revelando um erotismo feminino transcendido, pondo a nu a intimidade da mulher, dando novos rumos à consciência literária nascida de vivências femininas.

A sua Poesia é de uma imensa intensidade lírica e profundo erotismo. Cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina sem que alguns críticos não deixem de lhe encontrar, por isso mesmo, um "dom-joanismo no feminino".

O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de
felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito, constituem a temática veiculada pela veemência passional da sua linguagem. Transbordando a convulsão interior da poetisa pela natureza, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas.

Florbela Espanca não se liga claramente a qualquer movimento literário. Próxima do
neo-romantismo de fim-de-século, pelo carácter confessional e sentimentalista da sua obra, segue a poética de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, pode considerar-se influência de Antero de Quental e de Camões.


Só depois da sua morte é que a poeta viria a ser conhecida do grande público, tendo contribuído para isso, inicialmente, a publicação de Charneca em Flor (1930) pelo professor italiano Guido Batelli.


Na ***Enciclopédia Larousse,*** esta poetisa é definida como «parnasiana, de intenso acento erótico feminino, sem precedentes na Literatura Portuguesa. A sua obra lírica, iniciada em 1919, com o Livro das Mágoas, antecipa em seu meio a emancipação literária da mulher».

No entanto, Florbela Espanca teve um “frio acolhimento” durante toda a sua conturbada vida. As críticas contemporâneas sobre a sua poesia podem facilmente colocar-se em extremos opostos, desde: versos imprimidos de “toda a ternura, todo o sentimento de uma alma de mulher”, “verdadeiro mimo”, ou, por outro lado, “escrava de harém”, “lábios literariamente manchados”, “um livro mau, um livro desmoralizador”.

Vacilando entre a moral e o preconceito, a beleza própria da poesia de Florbela recebeu pouco mais do que incompreensão, em vida e manipulação em morte, durante cerca de 40 anos. Atente-se que até no plano político Florbela foi declarada inimiga do Estado Novo.

A ficção manipulada por Battelli na onda de sensacionalismo gerada no ano seguinte ao seu suicídio, só em 1979 conhecerá melhor esclarecimento, quando Augustina Bessa-Luís escreve Florbela Espanca, a vida e a obra recorrendo diractamente ao estudo do espólio. ("Florbela Espanca",. Lisboa: Arcádia, 1979; 3ª ed., Guimarães, 1998)

Parece incrível como a intimidade pode ser ficcionalizada e sustentada até que José Régio, Jorge de Sena e Vitorino Nemésio se dedicaram à imagem política e poética, quase como uma frente de libertação, para trazer a verdadeira Florbela e a poeta que deve ser lida pelo que deixou em texto, sem vínculos com sua vida particular.

Com ou sem escândalo, ou fascinação pelo escândalo; com ou sem histórias de atribulações novelescamente ligadas a uma sucessão de três casamentos infelizes, a perdas familiares dolorosas e à incompreensão constante na sua vida, o que fica é a voz poética da "alma gémea" de Fernando Pessoa, autêntica, feminina e pungente:



Eu quero amar,

amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui... além...

Mais Este e Aquele,

o Outro e toda a gente...

Amar! Amar!

E não amar ninguém!



Mesmo se, por vezes, marcada por algum convencionalismo, a sua poesia tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É considerada como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.



PS.

Agora já sabem a sua vida, que foi uma busca da Felicidade, mas que infelizmente sempre lhe foi negada...
Mas também foi uma batalha pela emancipação da Mulher...
Por tudo isto e pelo legal que Ela nos deixou, eu digo que é a minha Poetisa do coração, desde os meus 11 anos, que foi quando assisti ao primeiro colóquio sobre a sua OBRA,  e, amei, amei...