sexta-feira, 5 de junho de 2009

Scraps Webix






“Aquilo que escuto, eu esqueço. Aquilo que vejo, eu lembro. Aquilo que faço, eu aprendo.
Um minuto apenas de sabedoria por dia, certamente faria, deste, um mundo melhor.
O que brilha com luz própria, nada pode apagar.”

De: Pablo Milanez



“Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros.”

De: Dalai Lama




"Uma árvore é conhecida por seus frutos, um homem pelas acções. Uma boa acção nunca se perde. Quem semeia gentilezas colhe amizade, quem planta afecto recolhe amor."

De: São Basílio (cerca de 329-379), bispo da Capadócia (hoje Turquia).



"Amigos são os raios solares da vida."

De: John Hay (1838-1905), estadista americano.


Sonhe

"Escreva seus sonhos e, aos poucos, realize-os. Você terá novos objectivos, nos quais focalizará suas energias"



Um óptimo fim de semana a todos vós.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Scraps Webix
Mais uns Poemas da minha querida Poetisa "Florbela Espanca"




Trocando olhares

No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
É uma sombra triste que ando a ler,
No livro cheio de mágoa que me deste!

Estranho livro aquele igual a mim!
Cheira a mortos a rir e a cantar…
É dum branco sinistro de jasmim.
Que só me dá vontade de chorar!

Parece que folheio toda a minh´alma!
O livro que me deste, em mim salma
As orações que choro e rio e canto!

Poeta igual a mim, ai quem me dera
Dizer que tu dizes! Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto!

de: Florbela Espanca








Desalento

Às vezes oiço rir, é ’ma agonia
Queima-me a alma como estranha brasa
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia
Que me põe n’alma o fogo que m’abrasa!

Tenho sede d’amar a humanidade…
Eu ando embriagada… entontecida…
O roxo de maus lábios é saudade
Duns beijos que me deram n’outra vida!

Ei não gosto do Sol, eu tenho medo
Que me vejam nos olhos o segredo
Que só saber chorar, de ser assim…

Gosto da noite, imensa, triste, preta,
Como esta estranha e doida borboleta
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!

De: Florbela Espanca

* Uma vez refundido, este “Desalento” ganha o título de “A minha Tragédia”


Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tão branca, na rua
A vejo chorar sozinha!…

As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas

Só a triste, coitadinha…
Tão triste na minha rua
Lá anda a chorar sozinha …

Eu chego então à janela:
E fico a olhar para a lua…
E fico a chorar com ela! …

De: Florbela Espanca