Mulher e Mãe
Sou música e dança.
Sou mulher, mãe e amiga.
Uns me invejam.
Outros me odeiam.
Alguns me querem bem,
mas poucos me amam.
Odeio mentiras,
Pessoas falsas e pretenciosas.
Mostro ser forte e durona,
mas sou frágil e sensível como uma criança.
Tenho meus medos.
Minhas alegrias, desejos e fantasias.
Na maioria das vezes, sou o que falo e não o que faço.
Tenho um lado escuro, aliás, quem não tem?
Guardo minhas agendas, cartas, fotos... .
Aprendi a aceitar as pessoas como são.
Aceitar os defeitos...
Relevar os erros...
Ouvir mais e falar menos, afinal,
temos dois ouvidos para ouvir e uma boca para falar.
Aprendi que o futuro, só a Deus pertence.
Que preocupação e o stress traz cabelos brancos.
Que o medo no fundo nos da coragem.
Para seguir adiante...
Sempre!
Mesmo.
De: Raphaela Bueno de Freitas
É feito de amor ao próximo,de um pouco de auto ajuda, pensamentos, vivências, recordações...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Os meus poemas preferidos da minha Poetisa de Sempre: " Florbela Espanca "
EU...
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada ... a dolorida ... Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!... Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber por quê... Sou talvez a visão que alguém sonhou. Alguém que veio ao mundo pra me ver, E que nunca na vida me encontrou!
De: Florbela Espanca
SER POETA
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de infinito! Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma e sangue e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!
De: Florbela Espanca
AMAR!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui...além... Mais este e aquele, o outro e toda a gente....
Amar!Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!... Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
De: Florbela Espanca
EU...
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada ... a dolorida ... Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!... Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber por quê... Sou talvez a visão que alguém sonhou. Alguém que veio ao mundo pra me ver, E que nunca na vida me encontrou!
De: Florbela Espanca
SER POETA
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de infinito! Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma e sangue e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!
De: Florbela Espanca
AMAR!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui...além... Mais este e aquele, o outro e toda a gente....
Amar!Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!... Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
De: Florbela Espanca